quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A (des) integração do condenado #opinião#

  É verdade que, nos últimos anos, o número de jovens- e até mesmo de crianças- inseridos no complexo sistema de marginalização, vem aumentando significativamente nas estatísticas.Contudo, ao invés de ser restruturada a base educacional e moral destes jovens(o que incluiria sobretudo, uma educação decente e de qualidade), o viés tomado politicamente tem sido tentativas de inseri-los precocemente em um sistema carcerário falho e desumano.
    De um modo geral, a sociedade,inteira sofre as consequências dessa rede de marginalização.Pobreza,violência, narcotráfico,uma guerra urbana diária, que revela a fragilidade e desordem política-como falta de segurança, saúde e educação precárias-onde o Estado,.ao invés de promover a integridade do indivíduo, garantindo-lhe uma formação baseada em princípios e valores morais, as únicas tentativas políticas que vemos é a de ''maquiar'' a realidade, atribuindo à um jovem que rouba, estupra e mata, penas indeléveis à restruturação de seu caráter.
   Quais os incentivos morais que serão fornecidos a tal jovem infrator, dentro de cadeias e presídios lotados de condenados, adultos, envolvidos em crimes muito mais graves que estes adolescentes?Qual será o caráter desse indivíduo ao sair dessas unidades prisionais? 16, 15, 14 anos, não importa qual a idade de maioridade ou responsabilidade penais a serem estabelecidas se, na verdade, o problema real que os envolve continuar sendo mascarada.O que emergirá depois das duras penas,são jovens cárceres eternos,sem ressocialização, culpados e vítimas de um sistema complexo político e judicial, (des)integrados pela própria sociedade e pelo ambiente caótico e hostil ao qual foram submetidos e inseridos.

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