Desde que nascemos, somos submetidos à utopias e ideologias que farão parte da nossa construção como indivíduo e cidadão que se encaixe na sociedade que vivemos.Tal padrão de ideias que é estabelecido como '' regra'', inviabiliza grande parte da sociedade à lidar com a exceção, visando a mesma como peça de ''descarte'' social. Um exemplo disso é a maneira como as ''minorias'' são encaradas. Sejam elas étnicas, sexuais, etárias, sociais e não somente no Brasil como na maioria dos países. Somos educados desde cedo à isso e, não vejo diferença alguma às crianças Palestinas que também são direcionadas desde cedo à praticar o JIHAD e se preciso for no futuro, dar à vida em nome de suas crenças.
Pergunto-lhe agora onde está a diferença entre a criança ocidental, condicionada desde cedo a não atender demandas minoritárias, e a criança que faz parte desse grupo minoritário, educada a fazer jus ao seu papel de minoria? Não estou aqui para julgar ou apoiar comportamentos e consequências das ideologias inseridas em cada grupo, mas sim de mostrar que as culturas e a maneira como cada sociedade é erguida e alicerçada em culturas e utopias, são de alguma maneira fundamentalistas, já que cada qual defenderá o seu ponto de vista, e suas crenças que foram projetadas desde cedo na mentalidade de cada um.
Assim como a criança ocidental que não estiver de acordo com o geral que lhe foi passado, se tornará um cidadão sofrerá as consequências e os preconceitos por não estar dentro dos padrões daquela maioria, também ocorrerá o mesmo com aquela outra criança que não quiser se ''explodir em nome de seja lá quem for, pra defender seja lá quem for, sofrerá -talvez de maneira mais radical- os desdobramentos de tal decisão.Errado é pensar que não existem fundamentalismos na sociedade na qual vivemos. Há sim, e somos nós que os construimos no decorrer de nossa vida cidadã.Tudo é uma questão de ponto de vista. Quer seguir padrões? siga, mas respeite os que querem pensar de maneira própria e construir suas próprias ideias e ideais.
